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Futebol: Jaraguaense Filipe Luís desperta interesse de grandes clubes europeus

Com a abertura da janela de transferência do futebol europeu (aberta até o dia 31 de agosto) o nome do lateral-esquerdo titular da Seleção Brasileira, Filipe Luís, é constantemente manchete nos maiores jornais da Europa.

A Roma, equipe que tem tradição de jogadores brasileiros no elenco, foi a última equipe que demonstrou interesse no futebol de Filipe, segundo o diário espanhol Mundo Deportivo desta terça-feira. Antes da abertura da janela, o Real Madrid apareceu como um possível destino para o lateral, segundo repercutíram os veículos espanhóis nos últimos dias. Além de Roma e Real Madrid, uma possível volta de Filipe para o Atlético foi ventilada na mídia europeia.

A Inter de Milão, Milan e Juventus também se mostram interessados em contar com os serviços do brasileiro para a temporada 2015/2016.

Confira a entrevista que o jaraguaense concedeu ao jornal O Correio do Povo, na última quinta-feira, dia 2 de julho:

OCP: Como você avalia a temporada no Chelsea e na Seleção Brasileira?
Filipe Luís: Foi minha primeira temporada no Chelsea, campeão inglês e da Copa da Liga. Então, os dois títulos e mais a convocação para a Copa América, no qual disputei todos os jogos, são orgulhos muito grande para mim. Sei que com a Seleção não atingimos o objetivo de ser campeão, mas sei que é um período de reformulação e serve como aprendizado para melhorar no futuro. Mas acredito que a temporada foi excelente.

Qual a sensação de vestir, mais uma vez, a camisa da Seleção e representar o país como titular na Copa América?
É um orgulho muito grande. Tive minha primeira convocação em 2009 e é muito gratificante, porque desde pequeno você tem o sonho de jogar na Seleção. Quando você convive e vê que o sonho se tornou realidade, a única coisa que você pensa é fazer mais, sendo campeão e deixando seu nome.

Você vê uma crise no futebol brasileiro devido às recentes decepções, tanto na Copa do Mundo, como na Copa América?
Eu vejo o futebol brasileiro com muitos recursos. Temos um técnico ideal, que sabe o que representa a Seleção, e jogadores com qualidade para voltarmos a ganhar os jogos e sermos campeões. Não vejo um momento ruim por ter sido campeão da Copa das Confederações e ter chego à semifinal da Copa do Mundo. Ninguém sabe tudo, todo mundo quer melhorar, e acho que a principal maneira para isso é realmente escutar opiniões e ver o que é melhor.

Desde a primeira passagem do Dunga como técnico da Seleção, entre 2006 e 2010, você virou um dos homens de confiança dele e é constantemente convocado. Como é a relação entre vocês?
É excelente. Somos muito parecidos na forma de atuar por falarmos tudo o que pensamos. Ele não leva desaforo para casa, se tem algum problema chama e conversa, então esse tipo de diálogo é parecido comigo. Mas eu também entendo muito bem o que ele quer dentro de campo e isso torna tudo mais fácil. Tenho que matar um leão por dia para estar na Seleção e vou continuar trabalhando para voltar mais vezes.

Como é trabalhar com um dos técnicos mais renomados do mundo, o José Mourinho?
Trabalhar com ele é um prazer e fica até fácil por ser um vencedor, um treinador com muita ambição e que sabe o que quer em cada momento. Esse tipo de treinador te exige o máximo e você tem que render no campo para jogar.

Após muitos anos jogando pelo Atlético de Madrid você se transferiu para o Chelsea. Como foi a mudança do futebol espanhol para o inglês, tanto dentro como fora de campo?
É uma mudança importante porque na Espanha os times são mais táticos e na Inglaterra é muito mais físico, bola aérea e muita força. A adaptação sempre tem um certo período, é difícil por ter morado dez anos na Espanha, e você sente no começo, principalmente por já conhecer tudo em Madrid. Quando chega em Londres você não sabe nada e tem que aprender tudo. Toda essa mudança é difícil, mas a principal é dentro de campo. Tudo é novo e tem seu tempo, mas acredito que estou adaptado.

Na atual janela de transferências europeia seu nome foi ventilado em diversos clubes. Como está a cabeça em relação a isso, fica ou sai do Chelsea?
Não costumo pensar muito no futuro. Tenho contrato com o Chelsea por mais dois anos e meu futuro depende 100% deles. Não tenho nenhum motivo para querer sair e eles tem meu passe na mão. Como não depende de mim e estou feliz lá vou tentar lutar pelo meu espaço e fazer o melhor possível para ganhar mais títulos.

O que você costuma fazer nesse período de férias e quando retorna a Inglaterra?
Tenho que me apresentar dia 22 no Chelsea. Aqui (Jaraguá do Sul), costumo fazer o de sempre, que é ficar em casa, na minha vó em Massaranduba, ver meus amigos, fazer um churrasco, jogar uma bolinha, esse tipo de coisa que sempre fiz quando era pequeno. Gostaria também de ver algum jogo do Juventus.

Pelas redes sociais, vemos o apego pela família e amigos de Jaraguá. O quão importante foi e continua sendo essas pessoas para sua carreira?
A família é o mais importante que você pode ter. Fui criado aqui e apesar de estar longe, nada muda. É muito importante, porque é essa raiz que realmente faz você ter forças na hora de entrar em campo.

Como você a projeta a nova temporada na Inglaterra?
Com uma força renovada. Essa Copa América me ensinou muito, não só no âmbito da Seleção, mas para o clube também. Saio muito fortalecido dessa experiência e vamos tentar fazer uma grande temporada para poder repetir o título inglês.

Apesar de ter feito toda base no Figueirense, você deu seus primeiros chutes no futebol em Jaraguá do Sul e muitas crianças daqui têm você como exemplo, visando o sucesso no futebol. Quais dicas e conselhos você pode dar para essas crianças?
Primeiro é nunca parar de lutar, porque não importa de onde você saia, se realmente quer você consegue. É muito importante continuar no colégio, sendo uma pessoa educada e não perder equilíbrio, pois eu joguei com muita gente melhor do que eu, mas acabavam se perdendo em um momento determinado da carreira. Minha maior sorte foi a constância e a base familiar. Acabei superando muitas dificuldades com mais facilidade.

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