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Futsal: Jaraguá tem projeto novamente colocado em cheque

Se dentro de quadra o momento é bom, fora dela, o Jaraguá Futsal segue na luta contra a crise, que assola a equipe desde o início da temporada. Passados pouco mais de um mês à frente da gestão do clube, o goleiro Franklin e o preparador físico Mauro Sandri, convocaram uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (2), na Arena, para fazer um novo apelo ao povo jaraguaense, diante de mais um capitulo nebuloso que pode vir a culminar com o fim do projeto ainda nesta temporada.

Sem grandes recursos financeiros, a diretoria vem trabalhando com foco em três pilares para manter o futsal na cidade: salários, alimentação e alugueis de moradias dos atletas e comissão técnica. Segundo Franklin, os dois primeiros pontos já estão muito organizados, contando principalmente com a disposição dos jogadores que aceitaram o desafio de seguir vestindo a camisa aurinegra, mesmo sem receber salários integrais, além do apoio de inúmeros restaurantes do município, que abraçaram a causa e estão contribuindo com o almoço aos integrantes do grupo. Porém, o quesito alugueis vem sendo o maior problema aos dirigentes e pode ser o pilar decisivo para derrubar a ‘casa’ jaraguaense.

Em sua totalidade, os atletas estão sofrendo com ações judiciais para saída imediata de suas residências, em virtude da falta de pagamento dos alugueis, atrasadas em cerca de seis, sete meses, ultrapassando uma divida total de R$ 85 mil. “Uma casa sem um dos seus pilares pode ficar em pé por um tempo, mas não para sempre. É importante frisar que eles (proprietários) não estão errados, porque são famílias que necessitam destes pagamentos de alugueis que não vem sendo pagos há um bom tempo. Então resolvemos expor para todos nossa situação. Senão tivermos empresários e torcedores que realmente abracem a causa, vamos ter que parar (o projeto). Ficou insustentável”, disse Franklin.

De acordo com o preparador físico Mauro Sandri, as ações executadas durante os jogos vem atraindo mais público na Arena e consequentemente elevando o valor das rendas, mas reforçou que ainda não é suficiente para manter o projeto. “Sabíamos das dificuldades que iriamos enfrentar quando assumimos o clube e todo mundo que está aqui hoje abraçou a causa pelo futsal. As ações impostas nos jogos em casa, até o momento vem dando resultado, mas precisamos mais”, afirmou. “Porém, os alugueis viraram grandes problemas e as imobiliárias precisam e devem receber o dinheiro. Essa questão está colocando em cheque o futuro do Jaraguá Futsal. Mantemos a esperança, temos boas perspectivas, mas se as coisas não se converterem em dinheiro, infelizmente não vamos conseguir viabilizar o projeto”, completou Sandri.

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