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Futebol: SC Jaraguá negocia para ter Donizete Pantera como treinador

Buscando aproximar a comunidade do clube, visando a disputa da Série B do Campeonato Catarinense, o Sport Club Jaraguá promove neste sábado (11), às 10h, uma partida festiva no campo do Botafogo. Além de amigos do Leão do Vale e da própria agremiação botafoguense, o evento contará com a presença ilustre do ex-jogador profissional Osmar Donizete Cândido, o popular Donizete Pantera.

Com passagens marcantes pelo Botafogo, Vasco e Corinthians, onde foi campeão brasileiro, da Libertadores e paulista, respectivamente, o ex-atacante que também vestiu a camisa da seleção brasileira entre 1995 e 1998, pendurou as chuteiras há onze anos para focar em uma nova função no esporte que o consagrou. Aos 48 anos, o Pantera – apelido dado por imitar os passos do animal ao comemorar os seus gols -, negocia com o Jaraguá para ser técnico da equipe no Estadual.

Ex-atacante esteve no campo do Botafogo nesta sexta-feira e brincou com os alunos das Escolinha do Botafogo. (Foto: Piero Ragazzi/OCP)

Ex-atacante esteve no campo do Botafogo nesta sexta-feira e brincou com os alunos das Escolinha do Botafogo. (Foto: Piero Ragazzi/OCP)

Em entrevista exclusiva ao portal Avante! Esportes e Jornal O Correio do Povo na tarde de sexta-feira (10), ele falou da possibilidade em virar treinador do time jaraguaense, sua preparação para exercer o cargo, maiores inspirações e outras grandes histórias no mundo da bola. Confira a entrevista completa:

Avante!: Como surgiu a ideia de você vir para Jaraguá do Sul neste jogo festivo e qual propósito da visita?

Foto: Piero Ragazzi/OCP

Foto: Piero Ragazzi/OCP

Pantera: O Lui (diretor de marketing do Jaraguá) é um amigo meu do Rio de Janeiro e através dele tive um contato com o Da Silva (presidente) que é um cara formidável e responsável. Ele me convidou para conhecer a estrutura do Jaraguá e vim com muito prazer, até porque tem uma ligação com o Botafogo, clube pelo qual joguei e tive muitas alegrias. A finalidade é um projeto próximo para eu ser treinador da equipe. Aceitei esta visita e estou gostando muito. O lugar é muito legal, as crianças adoram futebol e é tudo que imaginei, estou adorando.

– Qual a chance de virar treinador do Leão do Vale e o que falta para acertar o contrato?

A ideia é boa e vamos ver o que acontece. Vejo o Jaraguá como uma grande oportunidade para começar a carreira. Então a gente não pode deixar escapar. Se tiver que começar aqui, estarei feliz. Hoje, o Jaraguá é um time pequeno, mas podemos fazer virar grande através de muito trabalho. Tem muitas crianças jogando aqui que serão nosso futuro. É começar a acertar algumas coisas e pouco a pouco vamos entrar no ritmo para chegar onde eu quero, que é ser um dos maiores treinadores do Brasil.

– Como foi sua preparação para ser técnico?

Assim que parei de jogar futebol comecei a me preparar para ser treinador. Estudei no México, Portugal e fiz vários cursos no Rio de Janeiro, inclusive na CBF. Sei que não é uma profissão fácil e você tem que estar sempre estudando, porque as coisas mudam muito. Então me preparei bem e agora tenho que ir para o campo encarar a realidade em contato com o gramado, a bola, os atletas, e passar tudo que aprendi.

– Quais são suas maiores inspirações?

Aprendi muita coisa com vários treinadores e sempre falo que a lição é aquela que a gente aprende no dia a dia. Eu escutava palestras do Paulo Autuori, Antônio Lopes, Zagallo, Parreira, Nelsinho Baptista, Jair Pereira, Joel Santana e muitos treinadores que passaram na minha vida. Então peguei um pouco de tudo para poder passar para meus atletas.

– Você era cotado para ser auxiliar do Bangu (RJ) no Campeonato Carioca. O que não deu certo na negociação?

Realmente eu seria auxiliar do Eduardo (Allax) no Bangu, mas por vários motivos não aconteceu. Resolvi esperar outra oportunidade, porque eu acho que consigo segurar o barco sozinho. Quero começar sendo técnico, fazendo meu esquema e colocando minha forma de jogar. Auxiliando não é a mesma coisa e você fica em segundo plano. Agradeci o Bangu e esperei vir outra oportunidade. Pintou agora com o Jaraguá e é um namoro ainda. Estou analisando e vendo qual a possibilidade, porque tenho minha família no Rio de Janeiro e não posso sair de qualquer forma. Tem que ser uma coisa concreta, porque não quero ficar no Jaraguá um mês, três meses, e tem que se fazer um projeto sólido, de crescimento.

– No Brasil, você foi campeão como jogador pelo Vasco, Botafogo e Corinthians. Se desse para escolher um, qual foi o melhor time que você atuou?

Muito difícil escolher um. Eu só joguei em clube bom, com pessoas boas, profissionais qualificados e torcidas magnificas. Claro que tive frutos por não ter só passado pelo clube, mas fazer história, sendo campeão paulista, da Libertadores, carioca e brasileiro. Então por onde eu passei fui campeão, inclusive no México e Benfica –POR. Único lugar que não tive uma conquista foi na seleção brasileira.

– Falando em seleção brasileira, ter ficado fora da lista da Copa do Mundo de 1998 foi uma das maiores tristezas da sua carreira?

Fiquei muito chateado, porque o sonho de todo jogador é disputar uma Copa do Mundo e naquele momento eu estava muito bem. Claro que não posso ser egoísta pelos companheiros que foram convocados, mas na época fui considerado o melhor jogador da América, sendo campeão da Libertadores com o Vasco, um título muito difícil. Então eu era o cara pra ir e não fui. No dia seguinte da convocação, já queria parar de jogar e não tinha mais vontade de treinar. Mas minha esposa me deu uma reanimada, daí fui para o México, Londrina e outros lugares maravilhosos, onde conquistei várias outras coisas boas.

– Qual recado pode deixar ao povo de Jaraguá do Sul que você está conhecendo agora e qual a sensação de olhar para trás e ver tudo que você conquistou nos gramados?

Quero agradecer a oportunidade de estar nesta terra maravilhosa, já fiquei encantado. O povo de Jaraguá é muito legal e acolhedor. Cheguei como se estivesse na minha casa. Como jogador, consegui coisas maravilhosas que pretendo seguir como treinador. Sempre fui lutador e gosto de trabalhar. Sou um cara que exijo o melhor de mim e nunca gostei de ser o segundo. Sei onde estou pisando e o campo é meu espaço. Então é meu sonho, trabalhei para ser técnico, fiz cursos para chegar até aqui. Se vou ter êxito ou não, depende do futebol. Mas temos que começar e o Jaraguá está abrindo as portas. Claro que é uma conversa ainda, mas quem sabe o Donizete pode estar aí presente, ajudando o clube de alguma forma a chegar à primeira divisão do Campeonato Catarinense. Vai ser meu sonho.

*Em breve será publicada a entrevista em vídeo

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