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Voo Livre: Jaraguaense vai disputar o Mundial de Parapente na Argentina

O ano de 2019 vai terminar de forma muito especial para um atleta jaraguaense do parapente. Pela primeira vez nos dez anos de carreira, Lucas Ribas, 22, vai participar de uma etapa do PWC (Paragliding World Cup), o Mundial da modalidade, que fecha sua temporada em San Miguel de Tucuman, na Argentina.

Entre os dias 9 e 16 de novembro, o representante solitário da cidade estará entre os 130 pilotos dos mais variados cantos do mundo para disputa do campeonato.

“Como vai ser minha primeira competição com os melhores pilotos do mundo tenho como meta tentar um Top 30. Sei que não vai ser fácil, mas acredito muito no meu potencial e estou preparado para chegar lá”, destaca.

O paraglider recebe a grande oportunidade após uma década de dedicação ao esporte. Uma trajetória que começou em 2009, quando tinha apenas 12 anos, por incentivo do pai Jerri Ribas que já voava e resolveu passar a paixão para o filho.

 

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Na época, a pouca idade impedia o menino de voar sozinho e o jeito foi criar conhecimento sobre o equipamento, inflando-o em campos e até mesmo na praia.

Mesmo sem utilizar o parapente na prática, os treinos foram fundamentais para Lucas iniciar, anos depois, sua caminhada na modalidade já pronto para conquistar grandes resultados. E foi o que aconteceu.

Após bons desempenhos em eventos estaduais, sul-brasileiros e nacionais, o jaraguaense chega ao ápice de sua carreira com a participação no Mundial.

“Estou muito feliz de ter chegado em um campeonato mundial. Com certeza é um sonho realizado poder representar o Jaraguá Clube de Voo Livre, Santa Catarina e o Brasil. É um enorme privilégio para mim”, comenta o atleta patrocinado pela Topsun Energia Solar.

Como funciona a prova

As disputas no Mundial são feitas através de equipamentos como GPS. No local da etapa, existem pontos virtuais chamados de WayPoints que serão distribuídos pela cidade e até mesmo em municípios vizinhos.

Todos os participantes vão para a rampa de decolagem, onde a comissão organizadora faz um trajeto aéreo com determinados WayPoints, formando a prova do dia que pode chegar a mais de 100km dependendo das condições climáticas.

Foto: Zi Marcon

Foto: Zi Marcon

A partir daí, os pilotos decolam nessa janela e voam em um determinado raio de Start, por exemplo, um raio de 2km do ponto de decolagem, seguindo em direção aos próximos pontos até chegar o último, chamado de GOAL.

O piloto que faz a prova em tempo menor é o “matador” do dia. Já o campeão da etapa será o maior pontuador após os sete dias da competição.

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