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Badminton

Badminton: Modalidade olímpica é reativada em Jaraguá do Sul

Quem olha à primeira vista pode achar semelhante ao tênis, mas quem treina prefere dizer que o esporte seria uma mistura de esgrima, por conta do posicionamento da raquete, com o vôlei.

Sim, estamos falando do badminton, modalidade ainda pouco difundida no Brasil, mas que carrega uma história e tem um trabalho de resgate sendo desenvolvido em Jaraguá do Sul.

Você pode até não saber, mas o esporte olímpico chegou na cidade ao Norte de Santa Catarina em 2008, com a criação da Associação Jaraguaense de Badminton. Em pouco tempo, foram registrados momentos importantes com a conquista de títulos em campeonatos estaduais e até sul-brasileiros. 

Nathannael Fernando de Lima foi um dos jaraguaenses a medalhar no Estadual | Foto: Divulgação

Nathannael Fernando de Lima foi um dos jaraguaenses a medalhar no Estadual | Foto: Divulgação

Mas assim como em muitas práticas esportivas, a falta de apoio pesou e a modalidade precisou ficar escanteada por um longo período. Em quase 10 anos, não faltaram esforços para recuperar os momentos de glória, mas foi realmente no fim desta temporada que o badminton ressurgiu em Jaraguá do Sul. 

Em uma união de esforços entre amantes do esporte, o projeto passa por um processo de retorno ainda tímido, mas visa um futuro promissor. Com 20 atletas inscritos, de 6 a 77 anos, a equipe jaraguaense vem treinando todas as quintas-feiras, no ginásio da Escola Atayde Machado, no bairro Czerniewicz.

Homens, mulheres, crianças, adultos e idosos participam das atividades do esporte que tem por característica o dinamismo, a ponto de ser o segundo mais praticado no mundo, atrás apenas do futebol, e promete ganhar ainda mais o coração dos jaraguaenses.

Experiência no comando e objetivos para 2020

Natural da Indonésia, Bujung Witarsa, mais conhecido como Bo, deixou seu país em 1960 para se formar como engenheiro na Alemanha e migrou para o Brasil nove anos depois. Mas desde criança, passando pela faculdade até a vida profissional, o badminton sempre esteve ao seu lado.

Nascido em um país onde o esporte com raquete e peteca é o segundo mais popular, Bo levou a experiência aos alemães, mas principalmente aos brasileiros, treinando atletas de São Paulo, Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), sendo alguns da seleção brasileira.

Com a chegada em Jaraguá do Sul para trabalhar na WEG, em 2007, resolveu juntar amantes da modalidade para fundar a Associação Jaraguaense de Badminton.

Com grande experiência no esporte, Bo Witarsa (D) comanda o projeto | Foto: Divulgação

Com grande experiência no esporte, Bo Witarsa (D) comanda o projeto | Foto: Divulgação

Agora com o projeto reativado em 2019, o treinador espera aumentar a carga de treinos para dois ou três dias da semana. Fator que traria evolução aos atletas e aumentariam as chances de resultados positivos da equipe em campeonatos catarinenses e sul-brasileiros, torneios previstos para o ano que vem.

Além disso, o indonésio busca apoiadores e patrocinadores para ajudar nas despesas de competições e compras de novos materiais, que viriam auxiliar no principal objetivo do projeto, que é difundi-lo nas escolas.

“O badminton é um esporte muito social, educativo e excelente para condicionamento físico, além de ser bem adequado para toda família. Temos bons jogadores em Jaraguá e com um bom aprimoramento podemos, quem sabe, disputar campeonatos brasileiros e até mundiais”, destaca Bo.

Sobre o jogo

O badminton está baseado em movimentos de saque e defesa em uma quadra dividida por uma rede que está cerca de 1,55 metros do solo. Uma partida possui três sets de 21 pontos cada e vence quem fizer dois sets primeiro.

Jogado com raquete e peteca, ganha o ponto quem deixar a peteca tocar no espaço adversário. Portanto, o importante é não deixar a peteca tocar no chão. O badminton pode ser praticado entre dois jogadores adversários (modalidade simples) ou entre quatro jogadores (duplas), sendo dois de cada equipe.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

No jogo, é considerado falta se o jogador encostar na rede, a peteca encostar no corpo ou ocorrer invasão do espaço adversário. Não é permitido dar dois toques consecutivos na peteca no mesmo lado da quadra.

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